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Na Europa do início do século XX, Karl Hetmann, um “anão gigante”, elabora um manifesto eugênico intitulado “Hidalla, ou a moral da beleza”. No centro desta peça em cinco atos, Hetmann lidera uma certa Sociedade para o Cultivo da Gente de Raça, que eleva a beleza ao ideal supremo, lutando para implementá-la em um corpo social marcado por ilusões progressistas e raciais. O embate entre essa utopia da sensualidade absoluta e a prosaica realidade burguesa se desdobra em uma trajetória de ascensão e queda, na qual o destino do protagonista revela a barbárie implícita em sua doutrina.
Concluída em 1904, Hidalla, ou Ser e ter, ou Karl Hetmann, o anão gigante é uma das obras mais afiadas de Frank Wedekind e marca uma transição fundamental entre o Naturalismo e o Expressionismo. Uma sátira caleidoscópica, atravessada por temas de inquietante atualidade: teorias de racialização, eugenia, nascimento da indústria cultural, crítica à promiscuidade entre capital e conhecimento e o advento da primeira onda feminista. Não à toa, o texto e sua encenação enfrentaram a censura, enquanto Wedekind, no papel principal, desafiava os rumos do teatro moderno.
Em inédita tradução brasileira, feita a partir das edições definitivas em alemão, Hidalla… amplia a coleção dedicada à obra do dramaturgo alemão. Esta edição inclui prefácio do tradutor; um discurso de Adorno sobre o legado de Frank Wedekind; notas, canções e poemas relacionados; além de duas fotografias que mostram o autor no papel de Karl Hetmann na primeira montagem da peça.
LISTA DE PERSONAGENS
Rudolf Launhart Berta Launhart sua irmã Fanny Kettler Karl Hetmann Heinrich Gellinghausen Pietro Alessandro Morosini Barão Walo von Brühl Marie (Princesa de Solar D’Alta Vista) Miss Mabel Isabel Grant Fritz auxiliar de escritório, 15 anos Cotrelly conselheiro comissional Doutor Mittenbach juiz de instrução Kapin Umloth jardineiro e proprietário Um delegado Dois guardas Um agente da polícia judiciária
SOBRE O AUTOR
Nascido em 1864 na cidade alemã de Hanover, atuou em diversas frentes do campo cultural ao longo de sua vida: foi dramaturgo, encenador, ator, recitador, romancista, poeta, jornalista, produtor de uma companhia de circo e publicitário. Em toda sua obra, nota-se a presença de uma personalidade marcada pela inquietação. Pertencendo ao mesmo caldo cultural de onde surgiram o simbolismo alemão e os trabalhos de Henrik Ibsen, Friedrich Nietzsche, August Strindberg e Gerhart Hauptmann, Wedekind procurou responder, à sua maneira, às necessidades de renovação cultural e teatral da época. Ao fazer uso de procedimentos criativos de diferentes extratos culturais – da farsa ao vaudeville, do circo ao drama –, ele foi capaz de exercer considerável influência sobre a geração seguinte de escritores e dramaturgos, com destaque para os trabalhos de Bertolt Brecht, e até mesmo sobre a psicanálise de Sigmund Freud e Jacques Lacan. Faleceu em 1918, aos 53 anos.
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