Sinopse Dramas para negros e prólogo para brancos
A Temporal Editora, em parceria com o Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros (Ipeafro), anuncia a esperada reedição da antologia Dramas para negros e prólogo para brancos. Esta coletânea, composta por nove peças escritas especialmente para o Teatro Experimental do Negro (TEN), tem organização de Abdias Nascimento, um dos fundadores e principal articulador do grupo. O lançamento em outubro comemora os 80 anos da fundação do TEN e traz de volta às prateleiras essa obra histórica e essencial para o cenário cultural e social brasileiro. A nova edição inclui as nove peças e prólogo, presentes na edição original, de 1961, além de textos inéditos que evidenciam a trajetória e a relevância do TEN, tanto no contexto da dramaturgia quanto na luta contra o racismo. Entre as peças reunidas estão títulos como O filho pródigo, de Lúcio Cardoso, Sortilégio, mistério negro, de Abdias Nascimento – em sua primeira versão –, Anjo negro, de Nelson Rodrigues, entre outros. O volume conta ainda com apresentação de Elisa Larkin Nascimento, diretora do Ipeafro; prefácio da pesquisadora e dramaturga Leda Maria Martins; e um ensaio da coreógrafa e multiartista Carmen Luz; além de escritos do próprio Abdias e textos biográficos sobre os autores, produzidos pelo historiador Christian Moura. Fotos históricas das primeiras montagens das peças, de autoria de José Medeiros e Carlos Moskovics, também foram incluídas à edição.
Sinopse Teatro Experimental do Negro: histórias, críticas e outros dramas
O livro mergulha na trajetória de um dos movimentos mais inovadores do moderno teatro brasileiro: o TEN. Em primeiro lugar, o livro estuda o projeto dramatúrgico do grupo, destacando suas rupturas e invenções estéticas, bem como sua importância política na luta contra as violências raciais. Além disso, por meio de um minucioso trabalho bibliográfico e arquivístico, a obra analisa as relações entre o TEN e a crítica teatral da época, discutindo as lentes ideológicas, as disputas e as tensões presentes na vasta fortuna crítica do grupo. Assim, o autor questiona as historiografias dominantes que apagaram ou diminuíram o papel decisivo do TEN na transformação do panorama cultural brasileiro.
Guilherme Diniz é pesquisador, professor e crítico teatral, mestre e doutorando em Estudos Literários e bacharel em Teatro pela Universidade Federal de Minas Gerais. Seu trabalho foca nas dramaturgias e teatralidades negras, com publicações acadêmicas e experiência internacional na Universidade de Coimbra, onde estudou Literaturas e Dramaturgias Africanas. Atuou como crítico em festivais renomados, coedita o site Horizonte da Cena e integra a Associação Internacional de Críticos Teatrais. Além disso, foi diretor do Teatro Municipal Geraldina Campos de Almeida e do Centro Literário Pedro Nestor, promovendo iniciativas culturais em Pará de Minas. Este é seu primeiro livro publicado, fruto de sua extensa pesquisa de mestrado.
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